Entre 30% e 50% dos projetos de RPA são abandonados em até 2 anos, segundo estimativas da Gartner e da Forrester. A causa mais comum não é a tecnologia do robô, é a seleção errada do processo a automatizar. Automatizar um processo que já tinha falha estrutural faz o erro rodar mais rápido, não desaparecer.
Sua empresa automatizou um processo esse ano. O trabalho ficou mais rápido, ou só o erro ficou mais rápido?
Este artigo é para CEOs e diretores de operação de empresas médias e grandes que já automatizaram algum processo ou estão avaliando fazer isso. Cobre por que projetos de automação falham em atingir o retorno esperado e onde o ganho real aparece. Não cobre comparação entre ferramentas específicas de RPA.
A automação de processos promete reduzir custo e acelerar operação, e no processo certo entrega isso mesmo. O problema aparece quando a empresa escolhe o processo errado pra automatizar: um fluxo que já tinha falha antes de qualquer robô entrar.
Segundo a comunidade oficial da Gartner, entre 30% e 50% dos projetos de RPA são abandonados em até dois anos, número que converge com estimativas da Forrester sobre o mesmo tema. No Brasil, pesquisa da Deloitte mostra que 53% das empresas já implementaram RPA e 78% implementaram ou planejam implementar, o que significa que a maioria das empresas médias e grandes já decidiu automatizar antes de ter certeza de qual processo automatizar primeiro.
Por que a automação de processos falha em entregar o retorno esperado?
Porque a causa mais comum de falha não é o robô, é a seleção do processo. Um fluxo com responsabilidade indefinida, dado de entrada incompleto ou exceção frequente continua tendo os três problemas depois de automatizado, só que executados em segundos em vez de minutos.
O robô não decide, ele executa. Se a regra que ele executa está errada, o erro se repete em escala, sem o atrito humano que antes forçava alguém a notar e corrigir no meio do caminho. É o mesmo mecanismo que detalhamos no artigo sobre investimento em tecnologia sem retorno operacional.
| Tipo de processo | Resultado esperado da automação |
|---|---|
| Alto volume, regra estável, poucas exceções | Redução real de custo e tempo |
| Regra instável, exceção frequente | Retrabalho migra pro time que trata as exceções manualmente |
| Responsabilidade indefinida na etapa | Decisão continua travada, só que mais rápido |
Onde a automação de processos realmente entrega retorno?
Em processos de alto volume, regra estável e poucas exceções: lançamento de nota, conciliação, cópia de dado entre sistemas, geração de relatório padrão. Esse tipo de processo tem pouca ambiguidade, então o robô executa a mesma decisão que uma pessoa executaria, só que em escala.
Processos com exceção frequente ou decisão que muda de contexto pedem outro tipo de solução, não RPA puro. Automatizar esse tipo de fluxo sem antes reduzir a variação da regra tende a produzir mais retrabalho de correção do que economia de tempo.
Como decidir qual processo automatizar primeiro?
Antes de automatizar, vale confirmar três coisas: o processo tem volume que justifica o investimento, a regra de decisão é estável o suficiente pra não mudar toda semana, e as exceções são raras o bastante pra não exigir intervenção manual constante. Quando as três respostas são positivas, a automação tende a entregar o retorno prometido.
Como a Miraitec ajuda a priorizar o que automatizar?
A Miraitec mapeia o portfólio de processos da empresa antes de recomendar automação, identifica quais têm volume e estabilidade suficientes pra automação valer o investimento, e prioriza o que entrega retorno real primeiro, em vez de automatizar por automatizar.
Se sua empresa já automatizou um processo e o retorno não apareceu, vale revisar se o processo escolhido tinha o perfil certo antes de investir no próximo.
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Perguntas Frequentes
Por que projetos de automação de processos falham tanto?
A causa mais comum não é a tecnologia do robô, é a escolha do processo errado pra automatizar: fluxos com responsabilidade indefinida, dado incompleto ou exceção frequente continuam com os mesmos problemas depois de automatizados, só que mais rápido.
Todo processo repetitivo vale a pena automatizar?
Não. Vale automatizar processos de alto volume, regra estável e poucas exceções. Processos com regra instável ou exceção frequente tendem a gerar mais retrabalho de correção do que economia depois de automatizados.
Qual o primeiro passo antes de automatizar um processo?
Confirmar volume, estabilidade da regra de decisão e frequência de exceção. Esses três fatores indicam se a automação vai entregar retorno real ou só acelerar um problema que já existia.

